02 março 2012

Ter muito Pouco

"Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos"
William Shakespeare
[1564-1616]

06 fevereiro 2012

Personalidade

Palavras para que...É o Dilbert

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PHB - Inscrevi-te numa formação para tentar ultrapassar essa coisa que tens...
D - Que coisa?
PHB - A coisa. tu sabes. A única coisa que te faz da forma que és ...
D - A minha personalidade?
PHB - Exatamente. Mas nós chamamos de "Técnicas de Comunicação" porque soa menos rude!!

27 janeiro 2012

Pessoas fora do sitio - Fotografia


Serie de fotografias com pessoas fora do sitio (ou talvez não)

zwischenraeume.jpg

checkpoint.jpg

Mais em
http://www.frauking.de/richtungen.htm

Bem melhores, na minha pouco esclarecida/informada opinião, que esta que foi vendida à poucas semanas por 4,3 Milhões de doláres (tá tudo doido!!!!)

rhine_ii_Andreas_Gursky.jpg


22 janeiro 2012

Um ano em 365 segundos + ou -

Outra forma de viajar, um ano em 365 segundos



2011 from hey_rabbit on Vimeo.


Outra em fotos

Viajar (Sempre)

Pensem só no que podemos estar a perder por ficar em casa.
Viajar não tem que ser para milhares de Kms por vezes basta algumas centenas :D




15 dezembro 2011

Palavras para que

Este Sr. Norberto Lobo é um Senhor

Para Ouvir

Pata Lenta by Norberto Lobo on Grooveshark
Para Ouvir e ver


18 novembro 2011

Esquecer

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'